{"id":29150,"date":"2023-09-18T11:10:18","date_gmt":"2023-09-18T11:10:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.hri-research.org\/?page_id=29150"},"modified":"2023-09-18T11:10:18","modified_gmt":"2023-09-18T11:10:18","slug":"resultados-do-mundo-real","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.hri-research.org\/pt-br\/homeopathy-faqs\/resultados-do-mundo-real\/","title":{"rendered":"Resultados do mundo real"},"content":{"rendered":"<p>Para os profissionais de sa\u00fade, pacientes e m\u00e9dicos, o mais importante n\u00e3o \u00e9 necessariamente ver como um tratamento funciona sob condi\u00e7\u00f5es controladas artificialmente em um ensaio cl\u00ednico randomizado (ECR), mas sim os resultados observados na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<p>As evid\u00eancias de \u201cestudos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.hri-research.org\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Observational-studies-of-homeopathy-Sept-2018.pdf\">observacionais n\u00e3o<span style=\"text-decoration: underline;\"> controlados<\/span><\/a>\u201d fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre mudan\u00e7as em pacientes que receberam tratamento homeop\u00e1tico. Estes estudos mostram de forma consistente que os pacientes melhoram clinicamente ap\u00f3s o tratamento homeop\u00e1tico (muitas vezes de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e dif\u00edceis de tratar); alguns tamb\u00e9m destacam \u00e1reas de potencial benef\u00edcio econ\u00f4mico para o Sistema Nacional de Sa\u00fade (SNS) em termos de redu\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o de medicamentos convencionais.<\/p>\n<p><span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"520\" height=\"293\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TTbs_Xlk6bk?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<h3><span class=\"accent\">Reino Unido<\/span><\/h3>\n<p>Cinco estudos publicados, realizados de 1999 at\u00e9 hoje, acompanharam o resultado de pacientes tratados em <strong>hospitais homeop\u00e1ticos do SNS<\/strong>. Apesar dos resultados positivos, o SNS da Inglaterra deixou de financiar a homeopatia.<a name=\"Liverpool\"><\/a><\/p>\n<p class=\"no-margin\"><strong><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/11479784\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Liverpool <\/a><\/strong>(2001)<strong><br \/>\n<\/strong>Os resultados de uma pesquisa realizada no departamento de medicina homeop\u00e1tica de Liverpool durante um per\u00edodo de 12 meses, 1999-2000, com <strong>1.100\u00a0pacientes<\/strong><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/11479784\"><sup>1<\/sup><\/a> indicaram que: <strong>76,6% dos pacientes tiveram uma melhora <\/strong>no seu quadro cl\u00ednico desde o in\u00edcio do tratamento homeop\u00e1tico e <strong>60,3% afirmaram ter uma melhora significativa<\/strong>. 814 pacientes recebiam tratamento convencional para sua condi\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e 424 [52%] deles conseguiram reduzir ou interromper a medica\u00e7\u00e3o convencional.<p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dcd3\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dcd3\"> As principais doen\u00e7as tratadas foram osteoartrite, eczema, s\u00edndrome da fadiga cr\u00f4nica, asma, ansiedade, dores de cabe\u00e7a, artrite inflamat\u00f3ria e s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel. <\/div><!-- pt-br --><\/p>\n<p><a name=\"London\"><\/a><\/p>\n<p class=\"no-margin\"><strong><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/15022657\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hospital Homeop\u00e1tico Real de Londres<\/a> <\/strong>(2003)<br \/>\nUma <strong>pesquisa com 500 pacientes<\/strong> no HHRL mostrou que muitos pacientes conseguiram reduzir ou interromper a medica\u00e7\u00e3o convencional ap\u00f3s o tratamento homeop\u00e1tico.<sup><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/15022657\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">2<\/a><br \/>\n<\/sup><p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dcf0\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dcf0\">A extens\u00e3o da melhora variou entre os diagn\u00f3sticos, e.g. 72% dos pacientes com problemas cut\u00e2neos afirmaram que conseguiram interromper ou reduzir a medica\u00e7\u00e3o convencional; no caso dos pacientes com c\u00e2ncer n\u00e3o houve nenhuma redu\u00e7\u00e3o. O estudo tamb\u00e9m mostrou que muitos pacientes procuram a homeopatia porque estavam preocupados com a seguran\u00e7a do tratamento convencional.<\/div><!-- pt-br --><a name=\"Bristol\"><\/a><\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16296912\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hospital Homeop\u00e1tico de Bristol<\/a><\/strong>(2005)<br \/>\nEm um estudo observacional realizado no Hospital Homeop\u00e1tico de Bristol com mais de <strong>6.500 pacientes consecutivos<\/strong> com mais de 23.000 atendimentos em um per\u00edodo de seis anos<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16296912\"><sup>3<\/sup><\/a>; <strong>70% dos pacientes acompanhados afirmaram que melhoraram sua sa\u00fade, 50% afirmaram que tiveram uma melhora significativa<\/strong>. As principais melhoras foram observadas em eczemas e asma infantil, e na doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal, s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel, problemas da menopausa e enxaqueca.<br \/>\n<a name=\"Pilot\"><\/a><\/p>\n<p class=\"no-margin\"><strong><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/18657769\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bristol, Glasgow, Liverpool, London and Tunbridge Wells<\/a> <\/strong>(2008)<br \/>\nNeste estudo piloto, os dados de <strong>1.602 consultas de acompanhamento de pacientes<\/strong> em todos os cinco hospitais homeop\u00e1ticos do SNS foram coletados juntos durante o per\u00edodo de um m\u00eas.<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/18657769\"><sup>4<\/sup><\/a> Na segunda consulta de homeopatia dos pacientes acompanhados, 34% afirmaram ter obtido uma melhora que afetou sua vida di\u00e1ria. Na <strong>sexta consulta<\/strong>, <strong>a taxa de melhora foi de 59%<\/strong>. Eczema, s\u00edndrome da fadiga cr\u00f4nica, problemas da menopausa, osteoartrite e depress\u00e3o foram as cinco doen\u00e7as mais mencionadas.<p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dd02\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd02\">Os pacientes encaminhados aos hospitais homeop\u00e1ticos do SNS normalmente apresentam doen\u00e7as cr\u00f4nicas para as quais os tratamentos convencionais dispon\u00edveis n\u00e3o foram suficientemente eficazes. No total, o estudo identificou 235 problemas m\u00e9dicos diferentes tratados nos hospitais durante um m\u00eas. Muitos pacientes eram portadores de v\u00e1rias patologias. O estudo mostrou que os benef\u00edcios na sa\u00fade do paciente ocorriam mais r\u00e1pido em algumas condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas do que em outras. Os resultados do estudo piloto est\u00e3o sendo utilizados em um programa para definir padr\u00f5es para os resultados dos tratamentos nos hospitais homeop\u00e1ticos do SNS.<\/div><!-- pt-br --><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27914570\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hospital Homeop\u00e1tico de Bristol<\/a><\/strong>(2016)<br \/>\nConfirmando os resultados do estudo de 2005, uma revis\u00e3o recente realizada no Hospital Homeop\u00e1tico de Bristol com pouco menos de <strong>200 pacientes<\/strong> demonstrou que os pacientes com doen\u00e7as de longa dura\u00e7\u00e3o que recebem tratamento homeop\u00e1tico apresentam melhoras <strong>estatisticamente significativas em seus sintomas e bem-estar<\/strong>.<sup><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27914570\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5<\/a><\/sup>\u00a0 <p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dd11\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd11\"><strong>198 pacientes foram avaliados em 1 a 5 consultas<\/strong> atrav\u00e9s do question\u00e1rio MYMOP2. As doen\u00e7as mais comuns foram neoplasias, problemas psicol\u00f3gicos e geniturin\u00e1rios, enquanto os sintomas mais citados foram dor, sintomas mentais e cansa\u00e7o\/fadiga. A an\u00e1lise por inten\u00e7\u00e3o de tratar mostrou uma <strong>mudan\u00e7a na<\/strong> <strong>pontua\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do MYMOP2 de 1,24<\/strong> entre a primeira e a \u00faltima consulta, com melhoras <strong>estatisticamente significativas tanto para os que completaram o estudo como para os que n\u00e3o (p&lt;0,001).<\/strong><\/div><!-- pt-br --><\/p>\n<h3><span class=\"accent\"><strong>Fran\u00e7a<\/strong><\/span><\/h3>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.hri-research.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/HRI_RIF_36_Robertsetal_EPI3_LASER_study.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Projeto &#8216;EPI3&#8217; <\/a><\/strong>(2008-2012)<br \/>\nA homeopatia \u00e9 amplamente utilizada na Fran\u00e7a e um importante estudo, denominado \u2018estudo EPI3\u2019<sup><span style=\"font-size: 12px;\"><a href=\"http:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/1\/2\/e000215.long\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">6<\/a> <\/span><\/sup>no qual participaram 8.559 pacientes atendidos nos consult\u00f3rios de cl\u00ednica geral, foi utilizado para avaliar a efic\u00e1cia do tratamento homeop\u00e1tico. Entre os autores deste estudo est\u00e1 Lucien Abenhaim, diretor-geral de sa\u00fade p\u00fablica da Fran\u00e7a (cirurgi\u00e3o geral), e personalidades de institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas de prest\u00edgio, como o Instituto Pasteur de Paris, a Universidade de Bordeaux e a Universidade McGill de Montreal.<\/p>\n<p>Principais conclus\u00f5es do projeto EPI3:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC3960096\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Infec\u00e7\u00f5es das vias a\u00e9reas superiores<\/strong> <\/a>(IVAS)<br \/>\nOs pacientes tratados por cl\u00ednicos gerais especialistas em homeopatia obtiveram os mesmos resultados cl\u00ednicos que aqueles tratados com medicina convencional, mas usaram menos medicamentos convencionais.<span style=\"font-size: 12px;\"><sup><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC3960096\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">7<\/a><br \/>\n<\/sup><\/span><p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dd1f\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd1f\">Este estudo investigou o uso de antibi\u00f3ticos e antit\u00e9rmicos\/anti-inflamat\u00f3rios no tratamento de infec\u00e7\u00f5es das vias a\u00e9reas superiores (IVAS). Participaram do estudo 518 adultos e crian\u00e7as com IVAS. Os pacientes que consultaram cl\u00ednicos gerais especialistas em homeopatia consumiram significativamente menos antibi\u00f3ticos (OR=0,43, IC: 0,27\u20130,68) e antit\u00e9rmicos\/anti-inflamat\u00f3rios (OR=0,54, IC 95%: 0,38\u20130,76), com uma evolu\u00e7\u00e3o semelhante dos sintomas relacionados.<\/div><!-- pt-br --><\/li>\n<li><strong><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/22782803\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Les\u00f5es m\u00fasculo-esquel\u00e9ticas<\/a><\/strong> (LME)<br \/>\nOs pacientes tratados com homeopatia obtiveram os mesmos resultados cl\u00ednicos que os tratados com medicina convencional, mas usaram apenas a metade dos anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o esteroides (AINES) e tiveram menos efeitos colaterais relacionados aos AINES.<sup><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/22782803\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">8<\/a><br \/>\n<\/sup><p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dd2d\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd2d\">1.153 pacientes eleg\u00edveis com LME foram acompanhados durante 12 meses, e comparados com grupos que receberam tratamento homeop\u00e1tico (N=371) ou da medicina convencional (MC; N=272), ou uma abordagem mista usando ambos os tratamentos (N=510). N\u00e3o havia diferen\u00e7a entre os pacientes dos grupos, exceto no que se refere \u00e0 cronicidade das LME, que era maior no grupo da homeopatia (62,1%) do que nos grupos de MC (48,6%) e misto (50,3%). A evolu\u00e7\u00e3o em doze meses da escala funcional espec\u00edfica do paciente foi id\u00eantica em todos os grupos (p&gt;0,05). Depois de ajustar os escores de propens\u00e3o, o uso de AINES ao longo de 12 meses foi quase a metade no grupo da homeopatia (OR, 0,54; IC 95%, 0,38-0,78) em compara\u00e7\u00e3o com o grupo de MC; n\u00e3o se observou nenhuma diferen\u00e7a estatisticamente significativa no grupo misto (OR, 0,81; IC 95%: 0,59-1,15). Os pacientes com LME atendidos por m\u00e9dicos homeopatas tiveram uma evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica semelhante quando menos expostos aos AINES em compara\u00e7\u00e3o com os pacientes atendidos por m\u00e9dicos convencionais, com menos efeitos colaterais relacionados aos AINES e sem perda de oportunidade terap\u00eautica.<\/div><!-- pt-br --><\/li>\n<li><strong><a href=\"http:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/2\/6\/e001498.full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dist\u00farbios do sono, ansiedade e depress\u00e3o (DSAD)<\/a><\/strong><br \/>\nPacientes tratados por m\u00e9dicos homeopatas tiveram menor probabilidade de que lhe receitassem medicamentos psicotr\u00f3picos.<sup><span style=\"font-size: 12px;\"><a href=\"http:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/2\/6\/e001498.full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">9<\/a><br \/>\n<\/span><\/sup><p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dd3b\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd3b\"> Participaram no estudo EPI3 de &#8216;DSAD&#8217;, 1.572 pacientes com diagn\u00f3stico de dist\u00farbios do sono, ansiedade e depress\u00e3o que procuraram tratamento com m\u00e9dicos de cl\u00ednica geral (GP), com tr\u00eas pr\u00e1ticas diferentes: medicina estritamente convencional (GP-MC), medicina mista convencional e complementar (GP -Mx) e m\u00e9dicos homeopatas (GP-Ho). Os medicamentos psicotr\u00f3picos foram prescritos mais frequentemente pelos GP-MC (64%) do que pelos GP-Mx (55,4%) e GP-Ho (31,2%). O grau de gravidade de DSAD dos tr\u00eas grupos de pacientes era muito parecido em termos de comorbidades e qualidade de vida.<\/div><!-- pt-br --><\/li>\n<\/ul>\n<h3><span class=\"accent\">It\u00e1lia<\/span><\/h3>\n<p class=\"no-margin\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/29549880\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vinte anos de experi\u00eancia integrando a homeopatia no sistema p\u00fablico de sa\u00fade da Toscana<\/a>\u00a0<\/strong>(2018)<br \/>\nDesde 1996, a medicina complementar (MC), incluindo a homeopatia, tem sido continuamente integrada no sistema p\u00fablico de sa\u00fade da Regi\u00e3o da Toscana, na It\u00e1lia. Isto inclui tr\u00eas cl\u00ednicas homeop\u00e1ticas principais em Lucca: a cl\u00ednica homeop\u00e1tica de medicina geral (criada em 1998), a cl\u00ednica homeop\u00e1tica para mulheres (criada em 2003) e a cl\u00ednica de MC e Dieta em Oncologia (criada em 2010). Depois de 20 anos desta experi\u00eancia cl\u00ednica do \u201cmundo real\u201d, a coleta de dados observacionais longitudinais sobre 5.877 pacientes e vinte estudos publicados em revistas especializadas, os resultados s\u00e3o claros: <strong>a homeopatia e a MC s\u00e3o reconhecidas como ferramentas valiosas para satisfazer as necessidades da popula\u00e7\u00e3o da Toscana que, por sua vez, tem recebido um servi\u00e7o homeop\u00e1tico eficiente e duradouro a custos acess\u00edveis<\/strong>.<p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dd49\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd49\">O impacto das condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas nos pacientes foi avaliado antes e depois do tratamento, utilizando a ferramenta de avalia\u00e7\u00e3o <em>Outcome in Relation to Daily Living<\/em> (ORIDL). Na cl\u00ednica geral homeop\u00e1tica foram observadas <strong>melhoras no ORIDL em 88,8% dos pacientes em geral, e melhoras significativas em 68,1%<\/strong>; na cl\u00ednica de mulheres, foram observadas <strong>melhoras em 74,1% e melhoras significativas em 61,2%.<\/strong> Na cl\u00ednica oncol\u00f3gica o tratamento homeop\u00e1tico e integrativo e complementar dos efeitos colaterais das terapias antineopl\u00e1sicas foi <strong>eficaz em 89,1% dos pacientes oncol\u00f3gicos acompanhados<\/strong>, principalmente para ondas de calor, n\u00e1useas, depress\u00e3o, astenia e ansiedade.<sup><span style=\"font-size: 12px;\"><a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/29549880\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">10<\/a><\/span><\/sup> <\/div><!-- pt-br --><\/p>\n<h3><span class=\"accent\">Alemanha<\/span><\/h3>\n<p class=\"no-margin\"><strong><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16036164\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Compara\u00e7\u00e3o entre a homeopatia e os cuidados convencionais<\/a><\/strong>(2005)<br \/>\nUm estudo encomendado por uma companhia de seguros de sa\u00fade alem\u00e3 para determinar se deveria continuar cobrindo o tratamento homeop\u00e1tico, analisou o valor da homeopatia no tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas frequentes na pr\u00e1tica cl\u00ednica geral.<sup><span style=\"font-size: 12px;\"><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16036164\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">11<\/a> <\/span><\/sup><strong>493 pacientes<\/strong> (315 adultos, 178 crian\u00e7as) tratados por cl\u00ednicos gerais receberam medicamentos convencionais ou homeop\u00e1ticos. O estudo constatou que <strong>os pacientes do grupo da homeopatia obtiveram uma melhora maior do que o grupo da medicina convencional (p=0,002), sem nenhuma diferen\u00e7a significativa quanto ao custo<\/strong>.<p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dd55\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd55\">As avalia\u00e7\u00f5es dos m\u00e9dicos tamb\u00e9m mostraram que as crian\u00e7as que receberam uma tratamento homeop\u00e1tico tiveram uma resposta cl\u00ednica melhor do que aquelas que foram tratadas com a medicina convencional (p&lt;0,001). As condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas tratadas foram: dor de cabe\u00e7a, dor lombar, depress\u00e3o, ins\u00f4nia e sinusite em adultos, e dermatite at\u00f3pica, rinite al\u00e9rgica e asma em crian\u00e7as. Ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o deste estudo, a companhia de seguros (Innungskrankenkasse Hamburg) decidiu continuar cobrindo o tratamento homeop\u00e1tico.<\/div><!-- pt-br --><\/p>\n<p class=\"no-margin\"><a href=\"http:\/\/www.biomedcentral.com\/1471-2458\/8\/413\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Acompanhamento durante oito anos de pacientes portadores de doen\u00e7as cr\u00f4nicas tratados com homeopatia<\/strong>\u00a0<\/a>(2008)<br \/>\nEste estudo, que fez o acompanhamento de mais de 3.500 adultos e crian\u00e7as que receberam cuidados homeop\u00e1ticos de rotina de cl\u00ednicos gerais,<sup><a href=\"http:\/\/www.biomedcentral.com\/1471-2458\/8\/413\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">12<\/a> <\/sup>concluiu que <strong>\u201cos pacientes que procuram tratamento homeop\u00e1tico tendem a melhorar consideravelmente\u201d<\/strong>. No in\u00edcio, 97% dos participantes foram diagnosticados com alguma doen\u00e7a cr\u00f4nica, 95% declararam que haviam recebido tratamento convencional para sua condi\u00e7\u00e3o anteriormente. A gravidade da doen\u00e7a diminuiu significativamente (p&lt;0,001) entre o in\u00edcio do estudo, depois de 2 anos e depois de 8 anos de tratamento homeop\u00e1tico. Vale destacar que, depois de 8 anos, os n\u00fameros eram quase id\u00eanticos aos do acompanhamento de 2 anos, o que indica benef\u00edcios constantes para a sa\u00fade no longo prazo.<p><a href=\"#\" class=\"expand-content\" id=\"69f489181dd63\"><span class=\"expand-content-more\">Mais<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd63\">Este estudo de coorte longitudinal multic\u00eantrico realizado durante 8 anos se concentrou nos pacientes atendidos em consultas de rotina por m\u00e9dicos de cl\u00ednica geral com outros diplomas em homeopatia. O estudo incluiu 3.709 pacientes, 73% dos quais contribu\u00edram com dados para o acompanhamento de 8 anos, ou seja, 2.722 adultos (72,8% mulheres, idade inicial 41,0 \u00b1 12,3) e 819 crian\u00e7as (48,4% mulheres, idade 6,5 \u00b1 4,0). Os diagn\u00f3sticos mais frequentes foram rinite al\u00e9rgica e dor de cabe\u00e7a em adultos, e dermatite at\u00f3pica e v\u00e1rias infec\u00e7\u00f5es recorrentes em crian\u00e7as.<\/p>\n<p>As principais medi\u00e7\u00f5es dos resultados foram feitas atrav\u00e9s de instrumentos convencionais de pesquisa m\u00e9dica, incluindo avalia\u00e7\u00f5es de qualidade de vida (QV) e escalas de gravidade. Um em cada dois pacientes conseguiram reduzir em 50% a gravidade dos sintomas ap\u00f3s 8 anos, com as devidas mudan\u00e7as nas medidas de qualidade de vida. Quase 50% dos adultos que participaram no estudo (67,4% da popula\u00e7\u00e3o total do estudo) afirmam que tiveram \u201cum benef\u00edcio clinicamente relevante\u201d (a gravidade da doen\u00e7a reduziu 2 pontos ou mais numa escala de 10 pontos); no caso das crian\u00e7as o resultado foi de 80%. Ter menos idade, ser do sexo feminino e com doen\u00e7as mais graves no in\u00edcio do estudo foram fatores preditivos de maior sucesso terap\u00eautico.<\/div><!-- pt-br --><\/p>\n<p><a href=\"#\" class=\"expand-content button accent-bg\" id=\"69f489181dd81\"><span class=\"expand-content-more\">Refer\u00eancias<\/span><span class=\"expand-content-less\">Menos<\/span><\/a><\/p><div class=\"collapse-content\" id=\"panel-69f489181dd81\">\n<ol>\n<li>Richardson W R. Patient benefit survey: Liverpool Regional Department of Homoeopathic Medicine. <em>Br Homeopath J<\/em>, 2001; <strong>90<\/strong>: 158-162 | <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/11479784\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PubMed<\/a><\/li>\n<li>Sharples F, van Haselen R, Fisher P. NHS patients&#8217; perspective on complementary medicine. <em>Complement Ther Med<\/em>, 2003; <strong>11:\u00a0<\/strong>243-248 |\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/15022657\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PubMed<\/a><\/li>\n<li>Spence D, Thompson E A, Barron S J. Homeopathic treatment for chronic disease: a 6-year university-hospital outpatient observational study. <em>J Altern Complement Med,<\/em> 2005; <strong>5<\/strong>: 793-798 | <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16296912\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PubMed<\/a><\/li>\n<li>Thompson E A, Mathie R T, Baitson E S, Barron S J, Berkovitz S R, Brands M, Fisher P, Kirby T M, Leckridge R W, Mercer S W, Nielsen H J, Ratsey D H K, Reilly D, Roniger H, Whitmarsh TE (2008). Towards standard setting for patient-reported outcomes in the NHS homeopathic hospitals. <em>Homeopathy<\/em>, 2008;\u00a0<strong>97<\/strong>: 114-121 | <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/18657769\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PubMed<\/a><\/li>\n<li>Thompson E, Viksveen P, Barron S. A patient reported outcome measure in homeopathic clinical practice for long term conditions.\u00a0<em>Homeopathy<\/em>, 2016;\u00a0<strong>105(4)<\/strong>: 309-317 | <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/27914570\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PubMed<\/a><\/li>\n<li>Grimaldi-Bensouda, L. <em>et al.<\/em> Benchmarking the burden of 100 diseases: results of a nationwide representative survey within general practices. <em>BMJ Open, 2011;<\/em>\u00a0<strong>1:\u00a0<\/strong>e000215 |\u00a0<a href=\"http:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/1\/2\/e000215.long\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Full text<\/a><\/li>\n<li>Grimaldi-Bensouda, L. <em>et al.<\/em> Management of upper respiratory tract infections by different medical practices, including homeopathy, and consumption of antibiotics in primary care: the EPI3 cohort study in France 2007-2008. <em>PLoS One, <\/em>2014;<em>\u00a0<\/em><strong>9:\u00a0<\/strong>e89990 | <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC3960096\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Full text<\/a><\/li>\n<li>Rossignol, M. <em>et al.<\/em> Impact of physician preferences for homeopathic or conventional medicines on patients with musculoskeletal disorders: results from the EPI3-MSD cohort. <em> Drug Saf.,<\/em> 2012; <strong>21:\u00a0<\/strong>1093\u20131101 |\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/22782803\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PubMed<\/a><\/li>\n<li>Grimaldi-Bensouda, L. <em>et al.<\/em> Who seeks primary care for sleep, anxiety and depressive disorders from physicians prescribing homeopathic and other complementary medicine? Results from the EPI3 population survey. <em>BMJ Open, <\/em>2012;<em>\u00a0<\/em><strong>2 |\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/bmjopen.bmj.com\/content\/2\/6\/e001498.full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Full text<\/a><\/li>\n<li>Rossi E, et al. Integration of Homeopathy and Complementary Medicine in the Tuscan Public Health System and the Experience of the Homeopathic Clinic of the Lucca Hospital.\u00a0<em>Homeopathy,\u00a0<\/em> 2018;\u00a0<strong>107(2)<\/strong>: 90-98 |\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/29549880\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PubMed<\/a><\/li>\n<li>Witt C, Keil T, Selim D, <em>et al<\/em>. Outcome and costs of homeopathic and conventional treatmentstrategies: a comparative cohort study in patients with chronic disorders. <em>Complement Ther Med,<\/em> 2005; <strong>13<\/strong>: 79-86 | <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16036164\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PubMed<\/a><\/li>\n<li>Witt, C. M., L\u00fcdtke, R., Mengler, N. &amp; Willich, S. N. How healthy are chronically ill patients after eight years of homeopathic treatment?&#8211;Results from a long term observational study. <em>BMC Public Health,<\/em>\u00a02008;\u00a0<strong>8:\u00a0<\/strong>413 | <a href=\"http:\/\/www.biomedcentral.com\/1471-2458\/8\/413\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Full text<\/a>\u00a0<\/div><!-- pt-br --><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para os profissionais de sa\u00fade, pacientes e m\u00e9dicos, o mais importante n\u00e3o \u00e9 necessariamente ver como um tratamento funciona sob condi\u00e7\u00f5es controladas artificialmente em um ensaio cl\u00ednico randomizado (ECR), mas sim os resultados observados na pr\u00e1tica cl\u00ednica. As evid\u00eancias de \u201cestudos\u00a0observacionais n\u00e3o controlados\u201d fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre mudan\u00e7as em pacientes que receberam tratamento homeop\u00e1tico. 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